segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aécio inicia dia 8 visitas pelo Nordeste

O senador Aécio Neves (MG-PSDB) vai iniciar, a partir do próximo dia 8, visitas aos Estados do Nordeste. A informação é do senador Eduardo Azeredo, que deverá integrar a caravana do mineiro que admite disputar em 2014 a presidência da República.

A primeira de Aécio Neves no Nordeste será na Capital pernambucana, Recife. No dia 9, ele estará em Salvador (BA) e no dia 10, em Natal (RN).

Fortaleza, segundo EduardoAzeredo, ficou para quando o ex-senador Tasso Jereissati retornar dos EUA, onde está num misto de check-up e negócios.

Fonte: Blog do Eliomar

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O PSDB FEZ MAIS POR FORTALEZA DO QUE O PT!

Certos políticos fazem propagandas mentirosas que Fortaleza tá bombandooo!!!! A realidade nos confirma que nossa cidade tá bombando mesmo, só que infelizmente de obras inacabadas, de falsas promessas e de um verdadeiro abandono com nossa população. Mesmo sem nunca ter governado Fortaleza, o PSDB foi e continua sendo responsável pelos principais avanços estruturais da nossa cidade:

 Novo Castelão;

 Circo Escolas;

 Vilas Olimpicas;

 Programa Saúde da Família – PSF - Agentes de Saúde

 Dragão do Mar (praia de Iracema e Bom jardim);

 Novo Teatro Jose de Alencar;

 Creches/ ABC’s;

 Duplicação dos acessos estaduais a Fortaleza;

 Expansão da oferta de água e esgoto do Sanear I e II;

 Abastecimento d’água garantido pelo Canal do Trabalhador e Castanhão;

 Programa Luz em Casa;

 Novo Aeroporto;

 Novos Liceus;

 Parque do Cocó,e as APAS do rio Ceara e Sabiaguaba;

 Recuperações das lagoas: como Parangaba , Mondubim;

 Programas de moradia popular como Zeza tijolo,Castelo Encantado, Vila Velha, Curió, Gato
     Morto, primeira etapa do Maranguapinho, Barroso I e II, e tantas outras dezenas de  milhares de casas 
     construídas,e de bairros inteiros reurbanizados como Pirambu,Genibau,Conjunto Ceara e outros;

 Hospital Waldemar de Alcantara, a Nova maternidade do Hospital Cesar Cals, o Novo HGF. Este
    inaugurado no inicio do atual governo, junto com a ampliação do Hospital Alberto Sabin;

 Inicio e execução de 50% do Metrofor...

Essa é uma pequena amostra do respeito que o PSDB tem por Fortaleza e eis aqui a oportunidade da unificação de forças determinantes e impulsionadoras para o resgate histórico e extensão positiva de nossas ações.

O PSDB sabe planejar, juntar ideias, ouvir as pessoas, tem ação, respeito e estratégias que viabilizam de fato uma verdadeira transformação na vida de todos os fortalezenses. Fortaleza tem sérios problemas a resolver. Fizemos muito pelo Ceará e mais do que nunca vamos fazer muito mais por Fortaleza.

Não fazemos oposição as pessoas, fazemos oposição as ideias. Por isso, não vamos lutar apenas para combater correntes políticas opostas ao Partido. Nós vamos lutar por verdadeiras melhorias. Nós vamos lutar para valer! Nós vamos lutar para vencer!

Vamos para as ruas minha gente!!! Tudo depende de cada um de nós!

Fortaleza merece MAIS!

Censo 2010: as boas e más notícias sobre o Brasil

Por Valéria Maniero - 16.11.2011
Dados do IBGE

Censo 2010: as boas e más notícias sobre o Brasil

Há notícias que merecem comemoração, outras, no entanto, ainda mostram o lado desigual e atrasado do Brasil. É essa impressão que fica quando analisamos os novos dados do Censo de 2010 divulgados hoje pelo IBGE.

Uma das boas notícias é que a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais vem caindo - em dez anos, passou de 13,6% para 9,6%, como mostra o gráfico abaixo. É uma redução lenta, é verdade. Além disso, a média acaba escondendo tristes realidades: enquanto o Distrito Federal, por exemplo, exibe a menor taxa, de 3,5%; Alagoas aparece na lanterna, com 24,3%, o que é vergonhoso.

Os dados mostram ainda que as regiões Norte (11,2%) e Nordeste (19,1%) têm percentuais bem acima da média nacional.

Outra informação alarmante: 3,9% das crianças de 10 a 14 anos ainda não estavam alfabetizadas em 2010. Mas a situação já foi pior: em 2000, essa taxa estava em 7,3%.

Quando o assunto é rendimento, é triste ver que a desigualdade continua, apesar da passagem do tempo. O IBGE informa que o rendimento médio mensal das mulheres (R$ 983) representou 70,6% do dos homens (R$ 1.392) em 2010. E as distorções não param por aí:


- Em termos regionais, Centro-Oeste (R$ 1.422) e Sudeste (R$ 1.396) tiveram os rendimentos mais elevados, vindo em seguida o Sul (R$ 1.282). A região Nordeste teve o menor rendimento (R$ 806), 56,7% do verificado no Centro-Oeste, enquanto o segundo mais baixo foi o da Norte (R$ 957), que representou 67,3% do valor do Centro-Oeste - diz a nota do IBGE.

 
INFELIZMENTE NOSSO NORDESTE AINDA TEM MUITO QUE PROSPERAR!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Artigo: Êxito no futuro depende de boa gestão no presente, aponta Aécio Neves.

Cooperação não é só por sobrevivência, mas por dignidade - senador Aécio Neves (MG)


AÉCIO NEVES

Bens coletivos

A reflexão sobre a utilização dos recursos naturais do planeta traz em si a gênese de grandes questões contemporâneas: a qualidade da gestão pública, o imperativo da inovação e a necessidade de uma nova ética capaz de responder aos desafios colocados para toda a humanidade.

Nada menos que 55% dos nossos 5.565 municípios poderão ter deficit de abastecimento de água já em 2015, entre eles grandes cidades brasileiras. Os números constam de um trabalho da ANA (Agência Nacional de Águas) e demonstram que esse percentual representa 71% da população urbana, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

É uma projeção surpreendente. Num cenário de escassez mundial, o desperdício da água retirada no país chega a 40%, mesmo percentual de perda nos sistemas de distribuição urbana, sendo que em algumas cidades, segundo dados da ANA, esse patamar chega a 80% da água distribuída.

Esses dados tornam-se ainda mais graves em face dos desafios coletivos globais. Na aritmética civilizatória, que cresce em proporção e velocidade alucinantes, a realidade é dramática. Dos 7 bilhões de pessoas que praticamente somos hoje, 4 bilhões estão aprisionadas em bolsões de pobreza, grande parte com acesso restrito a serviços públicos básicos. Segundo a ONU, mais de 1 bilhão de pessoas vivem sem acesso à água potável.

O dado de acesso à água é concreto, mas também simbólico e só pode ser compreendido dentro de um contexto de desafios maiores. Para que 4 bilhões de pessoas possam, de fato, emergir para um novo patamar de vida, teríamos que multiplicar por muitas vezes a produção econômica mundial.

As contradições do nosso tempo são gritantes: se todos os 7 bilhões tivessem o mesmo padrão de consumo das populações mais ricas, seriam necessários pelo menos três planetas para nos sustentar!

Nesta equação da sustentabilidade, inovação é a palavra-chave. Não apenas na gestão das políticas públicas e na busca por novos modelos de manejo de bens naturais coletivos. Não apenas dos padrões de produção e consumo. É inadiá-vel uma revisão dos padrões éticos que regem hoje a humanidade. É preciso que partilhemos de forma consciente a responsabilidade uns pelos outros, garantindo o respeito pelas pessoas, independentemente do local em que vivam.

De alguma forma, já tateamos novos caminhos, como os que pontuam a economia criativa, os princípios do comércio justo e as alavancas do microcrédito, capazes de criar uma nova lógica onde antes tudo parecia impermeável.

Cada vez mais sustentabilidade e solidariedade precisarão caminhar juntas. A cooperação não deve ser só escolha pela sobrevivência, mas opção pela dignidade humana.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

46% dos adolescentes julgam que a melhor forma de transformar a sociedade é cada um fazendo sua parte.

Juventude no Poder!!!



A ausência de jovens nas esferas mais altas do poder público do país não significa que eles estejam alienados da política. Uma pesquisa feita pela revista Época, em parceria com a Retrato Pesquisa de Opinião e Mercado, traz uma surpresa positiva sobre a relação da nova geração com o poder.


Os dados da pesquisa, que ouviu 990 adolescentes entre 16 e 18 anos de escolas públicas e privadas em 10 capitais brasileiras, revelam que os adolescentes não estão nos partidos, mas fazem política em seu dia a dia. Metade deles já aderiu a uma causa pela internet. Estão descontentes com as formas tradicionais de representação, mas acreditam que é possível mudar a realidade se cada um fizer sua parte. Dois em cada cinco topariam seguir uma carreira política, se surgisse a oportunidade.

46% dos adolescentes julgam que a melhor forma de transformar a sociedade é cada um fazendo sua parte.

Para a socióloga Miriam Abromovay, que estuda política e juventude, os resultados quebram o mito de que os adolescentes não gostam de política. Germano Guimarães, fundador do Instituto Tellus, acrescenta: “Eles apenas a veem de uma maneira menos formal e mais pragmática. A geração atual está menos ligada aos meios e às formas e mais ligada aos fins e aos propósitos”, diz..

Para 92% dos adolescentes entrevistados, política é discutir assuntos que mexem com a vida de cada um e da comunidade. A relação com partidos políticos não é indicador de interesse pela política ou até mesmo de engajamento para esta geração, diz o economista Sérgio Braga, diretor da Retrato.


Sem preferências

Segundo a pesquisa, a maioria dos jovens 52% não tem um partido de sua preferência e 56% dizem que a descrença é o principal sentimento em relação aos políticos. A má imagem dos partidos torna difícil atrair os jovens. Apenas 1% disse ser filiado a algum.

“Toda vez que a gente vai conversar com um jovem e fala que está em um partido, ele já pensa em corrupção”, diz Paulo Mathias, presidente da juventude do PSDB em São Paulo.

Para Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política, existe uma crise de representação. Os partidos são muito fechados e dominados por oligarquias..

“Muitos partidos acham que os jovens só servem para segurar bandeira e colar adesivo”, diz Ângela Santos Guimarães, secretária adjunta da Secretaria Nacional de Juventude, órgão criado em 2005 para ampliar a representação política dessa faixa da população.

Para aumentar a participação dos mais jovens em todas as esferas, o Partido dos Trabalhadores decidiu em seu último congresso, em setembro, reservar para eles 20% dos postos de direção. A formação da juventude é uma das causas do partido há décadas e, em alguns lugares do país, até 40% dos candidatos têm até 30 anos.

Embora não se identifiquem com nenhuma legenda, 41% dos jovens entrevistados não descartam seguir carreira política. Isso é um puxão de orelha nos partidos políticos, que estão perdendo uma grande oportunidade de atrair esse público, diz o cientista político Fernando Abrucio. Para ele, os líderes políticos têm de fazer mais que entrar no Twitter para atrair os mais novos. Precisam abrir um espaço real dentro dos partidos para acolhê-los.

Os resultados da pesquisa revelam que os jovens de hoje estão mais abertos para esse diálogo do que os partidos imaginam. Eles são menos radicais em suas crenças. A maioria reconhece que nem todo político é ladrão e acredita que pessoas honestas podem, sim, entrar para a política. Também reconhecem que o poder é capaz de corromper, mas não consideram a tentação inescapável.

Para Renato Janine Ribeiro, professor de filosofia política da Universidade de São Paulo (USP), o pragmatismo com que o jovem atual vê a política tem um caráter positivo.

“ Ele ajuda os jovens a ver as coisas como realmente são”, diz. “E, ao conseguir enxergar a sociedade de forma mais realista, eles têm mais clareza de como podem agir para mudá-la”.

Um indício da visão prática desses jovens são seus ídolos. A maioria diz que admira lideranças contemporâneas, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, a presidente Dilma e a ex-candidata Marina Silva. Muitos destacam familiares e amigos. Citam esses nomes ao lado dos ícones clássicos, como Dalai-Lama e Che Guevara. “O jovem não espera mais um mártir que virá para salvar a todos”, diz o sociólogo Gabriel Milanez, da empresa de pesquisa Box 1824. Os heróis estão no cotidiano.

Além de visão pragmática da política, os jovens também se mostram inclinados a agir dessa forma. Eles julgam nas atitudes individuais. De acordo com a pesquisa, 46% dos adolescentes julgam que a melhor forma de transformar a sociedade é cada um fazendo sua parte. Em segundo lugar, com 24%, vem votar de maneira consciente; em terceiro, com 16%, organizar grupos em torno de causas; e, em quarto, com 9%, fazer protestos.

Engajamento

Enquanto 24% dos jovens entrevistados na pesquisa dizem já ter participado de alguma manifestação, 39% afirmam já ter feito algum tipo de trabalho voluntário. O resultado concreto desse voluntariado é um incentivo para os adolescentes. Quando percebem que suas ações trazem resultados positivos, eles têm ainda mais vontade de agir. Isso os leva gradativamente a buscar entidades com maior alcance.

Esse engajamento é saudado por Janine Ribeiro, da USP. Segundo ele, essa geração acredita que mesmo uma ação localizada e individual pode fazer alguma diferença diante de grandes problemas que a aflige, como a desigualdade, a má educação ou a destruição ambiental. As outras gerações se perguntavam de que adianta diante do desafio. Agora, valorizam mais a ação, afirma.

Dar mais valor à iniciativa individual também traz seus riscos. A ação individual é importante como postura ética, diz Aldo Fornazieri. Mas, para fazer mudanças políticas e econômicas, é necessário haver organizações políticas que deem consequência e continuidade ao movimento. Sem isso, essas iniciativas correm o risco de ser tão efêmeras quanto um modismo na internet. As ferramentas como o Twitter e o Facebook podem ser o início da atividade política, pois ajudam a mobilizar pessoas em torno de uma causa. Mas, por si, são incapazes de promover mudanças políticas.


Interesse na educação

O caminho para agradar ao paladar juvenil é trazer as grandes causas do país para os assuntos que interessam aos jovens diretamente. O tema que mais os mobiliza, segundo a pesquisa, é a educação. Para os jovens, melhorar a qualidade do ensino deve ser a prioridade do Brasil. “Essa preocupação tem de ser comemorada, porque tem potencial de melhorar o Brasil”, afirma Abrucio. Se conseguirem melhorias consistentes nesse setor, os jovens atuais têm tudo para deixar para a próxima geração um legado mais otimista do que receberam.

“Esses jovens têm ideário e informação para entrar na política de forma diferente, diz Abrucio. Mas é difícil prever se vão conseguir de fato mudar. Eles têm o potencial, mas vão ter de vencer as barreiras das elites partidárias e manter-se imunes aos vícios do atual jogo político”, diz Abrucio.

Fonte: Revista Época

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PSDB indica quatro “prefeituráveis” e dispara críticas contra Cid e Luizianne Lins

Marcos Cals é prefeiturável mesmo.

“Na primeira reunião do diretório regional do PSDB no Ceará com os pré-candidatos a vereador para 2012, a cúpula do partido anunciou como pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza os nomes de Marcos Cals, presidente estadual da sigla, do deputado estadual Fernando Hugo, do presidente do PSDB de Fortaleza, Pedro Fiúza, e do ex-secretário da Infraestrutura do Estado, Maia Júnior.

O escolhido deve ser apresentado em novembro, mas é quase certo que o candidato seja Marcos Cals, possibilidade admitida pelo próprio Cals e que já é consenso entre os líderes do partido. “O meu nome está sendo discutido pra valer”, disse Cals, que acrescentou que “o que já está definido é a candidatura própria (do PSDB)”.

“Marcos deve ser o prefeito de Fortaleza”, disse Fernando Hugo aos pré-candidatos a vereador, destacando a votação que o tucano obteve na Capital no pleito de 2010 (cerca de 230 mil votos), quando concorreu ao Governo.

Apesar de considerar que ainda não é o momento de articular uma coligação, Marcos Cals disse que já há conversas com o PPS, DEM, PTC e PR. Segundo Hugo, se Cals for o candidato a prefeito, há chances de o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM) concorrer a uma vaga na Câmara em uma eventual coligação com o PSDB.

A meta do partido, que tem hoje apenas um representante na Câmara Municipal, é eleger até quatro parlamentares. Já no caso de uma coligação, o objetivo é eleger até sete.

Até a reunião de ontem, o PSDB contava com 47 pré-candidatos a vereador. As filiações serão feitas até a próxima sexta-feira (7). Nas conta do partido, para se eleger um vereador em Fortaleza é preciso de cinco mil votos.

Críticas

Durante a reunião, Fernando Hugo criticou a gestão da prefeita Luizianne Lins (PT) dizendo que no fim de seu mandato, a prefeita está realizando “obras cosméticas” para “maquiar a cidade”. E disse que os candidatos a vereador pelo PSDB devem se empenhar para captar votos do PT e do PSB.

Já Marcos Cals criticou a postura do governador Cid Gomes (PSB) diante dos últimos escândalos envolvendo o Governo. “Cid não se manifesta sobre os banheiros. Ficou calado. Sobre o crédito consignado, também. Aos professores, cadê? O governador não dá satisfação”.

(O POVO)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Aécio Neves defende oposição qualificada

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), em entrevista ao programa “É Notícia”, da Redetv, nesta madrugada de segunda-feira, afirmou não achar que o mais vigoroso e duro crítico do governo, seja eventualmente o melhor candidato para sucessão. Reagiu assim ao ser questionado sobre sua postura política no Senado.

“Nós temos que fazer uma oposição qualificada”, disse Aécio dando uma alfinetada na postura crítica do seu companheiro de PSDB, o ex-governador José Serra.

Aécio também falou sobre a possibilidade de Minas Gerais sediar a abertura da Copa e criticou a postura do partido em tomar posição sobre o tema do aborto de forma conservadora na última eleição.

(Com Agências)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A realidade do ENEM no Ceará

CONCORDANDO COM O NOBRE AMIGO DEPUTADO FERNANDO HUGO!!!

EIS A REALIDADE DO CEARÁ!!!

Entristecedor para a escolaridade cearense o resultado apresentado do ENEM de 2010 onde obtivemos o SEGUNDO pior desempenho no ranking das 100 instituições com médias mais baixas. É bom lembrar que para uma análise especializada, a educação brasileira deixa muito a desejar; não adiantando tapar o sol com a peneira quando frequentemente ouvimos grandilouquências sobre superinvestimentos e megapronunciamentos sobre colheitas fantasiosas e/ou falaciosas de nossa educação. O que esperávamos dos alunos públicos cearenses pela logorreia otimista do nosso governo não era esse desastre obtido no ENEM 2010. Concluimos portanto, que precisamos de atos e fatos positivos para salvar nossa desastrosa oferta educativa-cultural, a nossa infelicitada juventude.

Enem – O abismo entre o público e o privado

Esse artigo é de Fernando Gabeira, em seu blog

Os resultados dos exames do ENEM estão sendo, amplamente, discutidos hoje. O Jornal Nacional de ontem acentuou a melhora no rendimento. Mas ainda é grave o fato de oito entre dez escolas públicas estarem abaixo da média.

A brecha entre escola pública e privada representa uma diferença de oportunidades. No momento em que o tema se transforma no mais importante da agenda política do Chile, aqui suscitará apenas os debates de ocasião.

Dois fatores contribuem. O primeiro deles é a cooptação das entidades estudantis, que são uma espécie de força auxiliar do governo.

Outro ponto importante é a uneversalização que foi conquistada no Brasil muito recentemente. As famílias mais pobres ficaram satisfeitas apenas em encontrar escolas. Numa segunda etapa, vão questionar a qualidade.

Na passagem pelo Chile, observei algumas pessoas levantando o tema sobre o qual tenho falado: as difereças começam antes da entrada na escola. Algumas crianças chegam com quatro mil palavras aprendidas, outras apenas 500.

Será necessário também suplantar essa distância com programas para crianças até cinco anos. Se não forem, adequadamente, estimuladas nessa idade, perdem também parte da capacidade de aprender e criar.

Tenho gente na família que trabalha com o tema. Desde a primeira experiência feita no Rio Grande do Sul, estimulada pela UNESCO, estamos acompanhando.

Muitos profissionais que se dedicam a isso ,trabalham hoje para creches da classe média alta. As mães mais pobres que precisam da ajuda para estimular os filhos não estão sendo assistidas.

Programas desse tipo demoram muito a se consolidar no país. Mas a distância revelada nos exames do ENEM poderia impulsionar governo e estudantes a buscarem novos rumos, incluindo neles a atenção às crianças de 0 a 5 anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Oposição defende CPI da Corrupção e pede apoio da sociedade para pressionar Congresso


Participamos ontem do ato da CPI da Corrupção no Congresso Nacional. Chega de impunidade!

Representantes da juventude do PSDB de vários Estados brasileiro estiveram presentes


crédito Cadu Gomes



Brasília (31) – PSDB, DEM, PPS e PSOL promoveram, nesta quarta-feira, ato a favor da CPI da Corrupção e contra a “farsa” da faxina anunciada pelo governo federal diante dos escândalos que derrubaram ministros e diretores de órgãos públicos.



Representantes da juventude do PSDB de vários Estados brasileiros estiveram presentes: “Vamos gritar, vamos varrer” foi o tema escolhido pela juventude para saudar os participantes.



O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), listou os escândalos do governo Dilma e reafirmou que a faxina não passa de uma farsa: “Não tem faxina nenhuma, nunca houve intenção de fazer faxina. Desde o primeiro momento a estratégia do governo foi esconder. Todos do PSDB querem a CPI. A população ainda acredita nas CPIs e vamos lutar pela sua instalação”, prometeu.



O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), explicou que o objetivo do ato foi reafirmar a disposição dos partidos de oposição em favor da CPI.



“Nunca uma CPI se justificou tanto como hoje, diante de tantas denúncias de corrupção. Há uma indignação crescente no País”. Dias lembrou ainda, que um Projeto de Lei do senador Pedro Taques (PDT/MT), tipificando a corrupção como crime hediondo, recebeu 230 mil assinaturas de apoio em 10 dias.



“Ou o Congresso instala a CPI da Corrupção ou será atropelado pela opinião pública. Ou a oposição diz não à encenação da faxina ou seremos confundidos com aqueles que colocam a sujeira debaixo do tapete”, completou.



O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), após destacar que a enxurrada de escândalos nos ministérios do Turismo, Cidades, Comunicações, Casa Civil e Relações Institucionais, apresentou um dado que coloca por terra a tese da faxina de Dilma Rousseff. De 1º de janeiro até hoje, a petista não recebeu uma vez sequer no Planalto o controlador-geral da União, Jorge Hage. E mais: a Associação dos Fiscais e Auditores da CGU não está tendo dinheiro sequer para as diárias necessárias ao trabalho de fiscalização.



“Sem a CPI, a corrupção vai ganhar da decência”, alertou. “É fundamental o apoio da sociedade para conquistar as assinaturas necessárias para criar a comissão, promover o afastamento dos envolvidos, avaliar os danos, puni-los exemplarmente e cobrar a devolução do que foi desviado”, completou Nogueira.



“Quem de fato combate a corrupção que se junte a nós nesse movimento”, acrescentou o senador Randolfe Rodrigues(PSOL/AP).



Com cartazes de apoio à CPI, o público se entusiasmou com os discursos e prometeu ir às ruas buscar o apoio da sociedade.



“O único caminho para conseguirmos as assinaturas que faltam para a CPI é pedir aos cidadãos de bem que aumentem a voz e convençam os parlamentares. Será uma vitória da ética”, pediu o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA).



Com informações da Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado e do Diário Tucano





segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Situação da Saúde Pública de Fortaleza será hj nosso debate do PSDB

Hoje, teremos nosso segundo encontro temático sobre Fortaleza.
Dessa vez, o tema será “Saúde Pública” e terá como conferencista o médico Dr.Lineu Jucá. Venha conosco e nos ajude a construir um projeto para melhorar nossa cidade.









PSDB FORTALEZA ENTRA COM REPRESENTAÇÃO NA PGJ

Amigos,

Nós da executiva do PSDB de Fortaleza, entramos quarta-feira passada com representação na Procuradoria Geral da Justiça pedindo providências p/ q a prefeita Luizianne resolva o problema da ineficiência da gestão municipal! Ela acumula a mesma secretária (Ana Maria Fontenele) em duas pastas importantes (saúde e educação) e o caos administrativo é enorme!
Como podemos ter qualidade nos atendimentos e serviços se a mesma gestora é responsável pelos piores resultados Brasil?


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

“Escândalo dos banheiros”

Amigos, a correria do trabalho tá grande esses últimos dias, mas algo que não dá para não deixar de comentar é sobre esse atual escândalo dos banheiros.

O rombo é grande e os envolvidos, tais Presidentes das associações se eximem de culpa!
O Governo do Estado do Ceará finge que não tem nada haver!! Como é que pode se foi a Secretaria das Cidades que liberou mais de 3 milhões de reais para a construção desses banheiros fantasmas??? Aí tem!!! O buraco é bem maior! Chega de dar descarga no povo! Precisamos de uma explicação!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Por que o brasileiro não se indigna e não vai à praça protestar contra a corrupção?

Excelente artigo do Reinaldo Azevedo que demonstra claramente que o povo tá mesmo PRIVATIZADO! Lamentável!!!

ATÉ A VOLTA

Caras e caros,

Tiro uma folga até domingo. Vou viajar com as minhas moças. Estarei de volta na segunda-feira. No fim do mês, talvez eu me ausente por mais alguns dias. A mediação de comentários será feita — incluindo esta quarta — entre 14h e 22h. Deixo com vocês a tarefa de atualizar o blog. Abaixo, respondo, num longo texto, uma questão pertinente proposta por Juan Arias, correspondente do El País no Brasil. Se gostarem, espalhem-na. Acho que há ali um bom texto para debate. Já saudoso, despeço-me. Na segunda estou aqui. Pô, até eu mereço descansar um pouquinho, né? Será que quebro a minha promessa e acabo escrevendo uma coisinha ou outra antes de segunda? Sempre é possível, hehe. Eu sou viciado em vocês — que o Lewandowski não me ouça!…

Por que o brasileiro não se indigna e não vai à praça protestar contra a corrupção? Ensaio uma resposta antes de alguns dias de folga

Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, escreveu no dia 7 um artigo indagando onde estão os indignados do Brasil. Por que não ocupam as praças para protestar contra a corrupção e os desmandos? Não saberiam os brasileiros reagir à hipocrisia e à falta de ética dos políticos? Será mesmo este um país cujo povo tem uma índole de tal sorte pacífica que se contentaria com tão pouco? Publiquei, posts abaixo, a íntegra de seu texto. Afirmei que ensaiaria uma resposta, até porque a indagação de Arias, um excelente jornalista, é procedente e toca, entendo, numa questão essencial dos dias que correm. A resposta não é simples nem linear. Há vários fatores distintos que se conjugam. Vamos lá.

Povo privatizado

O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan, porque foi privatizado pelo PT. Note que recorro àquele expediente detestável de pôr aspas na palavra “povo” para indicar que o sentido não é bem o usual, o corriqueiro, aquele de dicionário. Até porque este escriba não acredita no “povo” como ente de valor abstrato, que se materializa na massa na rua. Eu acredito em “povos” dentro de um povo, em correntes de opinião, em militância, em grupos organizados — e pouco importa se o que os mobiliza é o Facebook, o Twitter, o megafone ou o sino de uma igreja. Não existe movimento popular espontâneo. Essa é uma das tolices da esquerda de matriz anarquista, que o bolchevismo e o fascismo se encarregaram de desmoralizar a seu tempo. O “povo na rua” será sempre o “povo na rua mobilizado por alguém”. Numa anotação à margem: é isso o que me faz ver com reserva crítica — o que não quer dizer necessariamente “desagrado” — a dita “Primavera Árabe”. Alguém convoca os “povos”.

No Brasil, as esquerdas, os petistas em particular, desde a redemocratização, têm uma espécie de monopólio da praça. Disse Castro Alves: “A praça é do povo como o céu é do condor”. Disse Caetano Veloso: “A praça é do povo como o céu é do avião” (era um otimista; acreditava na modernização do Bananão). Disse Lula: “A praça é do povo como o povo é do PT”. Sim, responderei ao longo do texto por que os não-petistas não vão às ruas quase nunca. Um minutinho. Seguindo.

O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan Arias, porque o PT compra, por exemplo, o MST com o dinheiro que repassa a suas entidades não exatamente para fazer reforma agrária, mas para manter ativo o próprio aparelho político — às vezes crítico ao governo, mas sempre unido numa disputa eleitoral. Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, ministro da Educação e candidato in pectore do Apedeuta à Prefeitura de São Paulo, estarão neste 13 de julho no 52º Congresso da UNE. Os míticos estudantes não estão nas ruas porque empenhados em seus protestos a favor. Você tem ciência, meu caro Juan, de algum outro país do mundo em que se fazem protestos a favor do governo? Talvez na Espanha fascista que seus pais conheceram, felizmente vencida pela democracia. Certamente na Cuba comuno-fascistóide dos irmãos Castro e na tirania síria. E no Brasil. Por quê?

Porque a UNE é hoje uma repartição pública alimentada com milhões de reais pelo lulo-petismo. Foi comprada pelo governo por quase R$ 50 milhões. Nesse período, esses patriotas, meu caro Juan, se mobilizaram, por exemplo, contra o “Provão”, depois chamado de Enade, o exame que avalia a qualidade das universidades, mas não moveram um palha contra o esbulho que significa, NA FORMA COMO EXISTE, o ProUni, um programa que já transferiu bilhões às mantenedoras privadas de ensino, sem que exista a exigência da qualidade. Não se esqueça de que a UNE, durante o mensalão, foi uma das entidades que protestaram contra o que a canalha chamou “golpe da mídia”. Vale dizer: a entidade saiu em defesa de Delúbio Soares, de José Dirceu, de Marcos Valério e companhia. Um de seus ex-presidentes e então um dos líderes das manifestações que resultaram na queda de Fernando Collor é hoje senador pelo PT do Rio e defensor estridente dos malfeitos do PT. Apontá-los, segundo o agora conservador Lindbergh Farias, é coisa de conspiração da “elites”. Os antigos caras-pintadas têm hoje é a cara suja; os antigos caras-pintadas se converteram em verdadeiros caras-de-pau.

Centrais sindicais

O que alguns chamam “povo”, Juan, chegaram, sim, a protestar em passado nem tão distante, no governo FHC. Lá estava, por exemplo, a sempre vigilante CUT. Foi à rua contra o Plano Real. E o Plano Real era uma coisa boa. Foi à rua contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E a Lei de Responsabilidade Fiscal era uma coisa boa. Foi à rua contra as privatizações. E as privatizações eram uma coisa boa. Saiba, Juan, que o PT votou contra até o Fundef, que era um fundo que destinava mais recursos ao ensino fundamental. E onde estão hoje a CUT e as demais centrais sindicais?

Penduradas no poder. Boa parte dos quadros dos governos Lula e Dilma vem do sindicalismo — inclusive o ministro que é âncora dupla da atual gestão: Paulo Bernardo (Comunicações), casado com Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O indecoroso Imposto Sindical, cobrado compulsoriamente dos trabalhadores, sejam sindicalizados ou não, alimenta as entidades sindicais e as centrais, que não são obrigadas a prestar contas dos milhões que recebem por ano. Lula vetou o expediente legal que as obrigava a submeter esses gastos ao Tribunal de Contas da União. Os valentes afirmaram, e o Apedeuta concordou, que isso feria a autonomia das entidades, que não se lembraram, no entanto, de serem autônomas na hora de receber dinheiro de um imposto.

Há um pouco mais, Juan. Nas centrais, especialmente na CUT, os sindicatos dos empregados das estatais têm um peso fundamental, e eles são hoje os donos e gestores dos bilionários fundos de pensão manipulados pelo governo para encabrestar o capital privado ou se associar a ele — sempre depende do grau de rebeldia ou de “bonomia”do empresariado.

O MST, A UNE E OS SINDICATOS NÃO ESTÃO NAS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO, MEU CARO JUAN, PORQUE SÃO SÓCIOS MUITO BEM-REMUNERADOS DESSA CORRUPÇÃO. E fornecem, se necessário, a mão-de-obra para o serviço sujo em favor do governo e do PT. NÃO SE ESQUEÇA DE QUE A CÚPULA DOS ALOPRADOS PERTENCIA TODA ELA À CUT. Não se esqueça de que Delúbio Soares, o próprio, veio da… CUT!

Isso explica tudo? Ou: “Os Valores”

Ainda não!

Ao longo dos quase nove anos de poder petista, Juan, a sociedade brasileira ficou mais fraca, e o estado ficou mais forte; não foi ela que o tornou mais transparente; foi ele que a tornou mais opaca. Em vez de se aperfeiçoarem os mecanismos de controle desse estado, foi esse estado que encabrestou entidades da sociedade civil, engajando-as em sua pauta. Até a antes sempre vigilante Ordem dos Advogados do Brasil flerta freqüentemente com o mau direito — e o STF não menos — em nome do “progresso”. O petismo fez das agências reguladoras meras repartições partidárias, destruindo-lhes o caráter.

Enfraqueceram-se enormemente os fundamentos de uma sociedade aberta, democrática, plural. Em nome da diversidade, da igualdade e do pluralismo, busca-se liquidar o debate. A Marcha para Jesus, citada por você, à diferença do que querem muitos, é uma das poucas expressões do país plural que existe de fato, mas que parece não existir, por exemplo, na imprensa. À diferença do que pretendem muitos, os evangélicos são um fator de progresso do Brasil — se aceitarmos, então, que a diversidade é um valor a ser preservado.

Por que digo isso? Olhe para a sua Espanha, Juan, tão saudavelmente dividida, vá lá, entre “progressistas” e “conservadores” — para usar duas palavras bastante genéricas —, entre aqueles mais à esquerda e aqueles mais à direita, entre os que falam em nome de uma herança socialista e mais intervencionista, e os que se pronunciam em favor do liberalismo e do individualismo. Assim é, você há de convir, em todo o mundo democrático.

Veja que coisa, meu caro: você conhece alguma grande democracia do mundo que, à moda brasileira, só congregue partidos que falam uma linguagem de esquerda? Pouco importa, Juan, se sabem direito o que dizem e são ou não sinceros em sua convicção. O que é relevante é o fato de que, no fim das contas, todos convergem com uma mesma escolha: mais estado e menos indivíduo; mais controle e menos liberdade individual. Como pode, meu caro Juan, o principal partido de oposição no Brasil pensar, no fim das contas, que o problema do PT é de gestão, não de valores? Você consegue se lembrar, insisto, de alguma grande democracia do mundo em que a palavra “direita” virou sinônimo de palavrão? Nem na Espanha que superou décadas de franquismo.

Imprensa

Se você não conhece democracia como a nossa, Juan, sabe que, com as exceções que confirmam a regra, também não há imprensa como a nossa no mundo democrático no que concerne aos valores ideológicos. Vivemos sob uma quase ditadura de opinião. Não que ela deixe de noticiar os desmandos — dois ministros do governo Dilma caíram, é bom deixar claro, porque o jornalismo fez o seu trabalho. Mas lembre-se: nesta parte do texto, trato de valores.

Tome como exemplo o Código Florestal. Um dia você conte em seu jornal que o Brasil tem 851 milhões de hectares. Apenas 27% são ocupados pela agricultura e pela pecuária; 0,2% estão com as cidades e com as obras de infra-estrutura. A agricultura ocupa 59,8 milhões (7% do total); as terras indígenas, 107,6 milhões (12,6%). Que país construiu a agropecuária mais competitiva do mundo e abrigou 200 milhões de pessoas em apenas 27,2% de seu território, incluindo aí todas as obras de infra-estrutura? Tais números, no entanto — do IBGE, do Ibama, do Incra e da Funai — são omitidos dos leitores (e do mundo) em nome da causa!

A crítica na imprensa foi esmagada pelo engajamento; não se formam nem se alimentam valores de contestação ao statu quo — que hoje, ora veja!, é petista. Por quê? Porque a imprensa de viés realmente liberal é minoritária no Brasil. Dá-se enorme visibilidade aos movimentos de esquerdistas, mas se ignoram as manifestações em favor do estado de direito e da legalidade. Curiosamente, somos, sim, um dos países mais desiguais do mundo, que está se tornando especialista em formar líderes que lutam… contra a desigualdade. Entendeu a ironia?


Quem vai à rua?

Ora, Juan, quem vai, então, à rua? Os esquerdistas estão se fartando na lambança do governismo, e aqueles que não comungam de suas idéias e que lastimam a corrupção e os desmandos praticamente inexistem para a opinião pública. Quando se manifestam, são tratados como párias. Ou não é verdade que a imprensa trata com entusiasmo os milhões da parada gay, mas com evidente descaso a marcha dos evangélicos? A simples movimentação de algumas lideranças de um bairro de classe média para discutir a localização de uma estação de metro é tratada por boa parte da imprensa como um movimento contra o… “povo”.

As esquerdas dos chamados movimentos sociais estão, sim, engajadas, mas em defender o governo e seus malfeitos. Afirmam abertamente que tudo não passa de uma conspiração contra os movimentos populares. As esquerdas infiltradas na imprensa demonizam toda e qualquer reação de caráter legalista — ou que não comungue de seus valores ditos “progressistas” — como expressão não de um pensamento diferente, divergente, mas como manifestação de atraso.

Descrevi, meu caro Juan, o que vejo. Isso tem de ser necessariamente assim? Acho que não! A quem cabe, então, organizar a reação contra a passividade e a naturalização do escândalo, na qual se empenha hoje o PT? Essa indagação merecerá resposta num outro texto, que este já vai longe. Fica para depois do meu descanso.

Do seu colega brasileiro Reinaldo Azevedo.

Espero que Reinaldo volte logo do seu descanso para esclarecermos essa honrosa resposta! Somos poucos, mas continuaremos firmes mostrando nossa indignação!