quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“Sem agenda econômica”


Essa Juventude me mata de orgulho!!!!
 
Eis ótimo artigo do jovem Jorge dos Santos Avila, tesoureiro da Juventude do PSDB em Ponta Grossa (PR), bacharel em Administração e bacharelando em Ciências Econômicas
 
É este o cenário do país depois de dois anos do governo Dilma. É perceptível que o Brasil não tem uma agenda econômica para o quadriênio de governo que chega à sua metade.
 
Analisando os dados econômicos temos o seguinte quadro: investimentos caindo pelo quinto trimestre seguido; crescimento pífio do PIB brasileiro, previsto para ser mais ridículo que os 2,7% de 2011 e inflação alta (prevista em 5,7%) para um PIB tão baixo.
 
Um governo perdido em si mesmo, com a nítida intenção de minimizar toda essa incompetência econômica, sugeriu que no segundo semestre deste ano iria diminuir o valor da energia elétrica para a população.
 
Quando todos pensavam que seria um “pacote de bondades”, eis que o autoritarismo sugere que a conta seja paga pelos estados. Acertadamente Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo colocaram-se contra esse rombo.
 
Se o governo federal propôs, que subsidie a “bondade”. Qualquer leigo sabe que, em se tratando de receita tributária, a maior fatia é arrecadada pela União. Os estados têm todo um planejamento orçamentário que precisa ser cumprido. Como entes da Federação, eles têm essa prerrogativa.
O que se espera para a outra metade desse governo desgovernado é que a economia seja tratada como tem de ser. Todos esperam isso de uma presidente que é economista.
 
O modelo deixado de herança pelo seu antecessor, baseado no consumismo, tem se mostrado falho. O cidadão que adquiriu a sua casa do Minha Casa, Minha Vida, mobiliou com a redução do IPI da linha branca, foi dessa vez tentado a consumir comprando automóveis zero, o que mais uma vez contou com a fórmula do IPI reduzido.
 
Essas medidas expansionistas não são de todo erradas, quando acompanhadas de outras ações que não vieram para evitar o risco inflacionário.
Imaginem a situação do cidadão que comprou a casa, comprou a linha branca para essa casa e tem um carro na garagem. Este cidadão tem toda essa fatura para pagar de um lado, e de outro lado tem a inflação corroendo perto de 6% do que resta.
 
O que sobra para esse cidadão poupar? O que sobra para esse cidadão investir? É aí que se esvazia a política pensada e executada única e exclusivamente no consumo.
 
Lembremo-nos que, economicamente falando, a poupança privada faz parte da poupança nacional, e que investimentos são oriundos dessa poupança nacional.
 
A receita para esta metade final de mandato é simples, e a maioria dos cidadãos brasileiros conhece: o governo precisa cortar gastos e fazer desse corte de gastos investimentos tangíveis no aspecto econômico.
 
Atrelado a isso, se continuar com a aposta de consumo local, precisa de medidas que reduzam de fato a inflação.
 
A redução do IPI dos automóveis e a postergação do aumento dos combustíveis ajudaram a fazer com
que a inflação não ultrapassasse a casa dos 6%. Mas é preciso fazer mais que isso.
 
Antes de tudo, é preciso tratar os estados não como inimigos, mas como parceiros.

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